domingo, 22 de junho de 2014

Maturação na garrafa ou maturador?

Durante pesquisa sobre maturação de cerveja descobri que há duas opiniões ou pensamentos diferentes.
Há quem defenda que a etapa da maturação não é obrigatório, podemos passar diretamente após a fermentação para o prime e engarrafamento da cerveja. Esse processo resulta em uma cerveja bem satisfatória.
Já o outro pensamento defende que seja feita uma maturação fora da garrafa e com bons argumentos.
1 - Aperfeiçoar aromas e sabores.
2 - Eliminar alguns off-flavors como diacetil, DMS e compostos de enxofre.
3 - Nessa etapa pode ser adicionado alguns ingredientes como frutas, chips de madeiras, dry hop entre outros.
4 - Ajuda e muito na clarificação da cerveja decantando o restante do fermento.

Ai chegamos a mais uma divergência. Tem quem defenda a não transferência da cerveja para outro recipiente, assim evitando uma possível contaminação e oxidação, mantendo a maturação no mesmo fermentador.

Tem outros que defendem a troca de recipiente, deixando a lama ou a massa de fermento decantada após fermentação e nesse caso evitando uma possível autólise.
Independente do procedimento a ser usado, é preciso que após a fermentação e antes da maturação seja feita uma parada de diacetil, elevando a temperatura pelo menos uns dois graus por 48 horas para eliminação ou absorção desses compostos.
O ideal para obter os benefícios da maturação é deixar por 20 dias ou no mínimo 10 dias em temperaturas mais baixas.
Para maturar cerveja Lager a temperatura deverá ser de 0 a 5ºC., já para Ales de 5º a 10ºC.
Em fim você pode pular a maturação fora da garrafa e obter uma cerveja boa, mas com certeza absoluta, maturando corretamente você vai obter uma cerveja ótima. Saúde!!!    

quarta-feira, 18 de junho de 2014

A Witbier que virou WitLee!

Eu sempre gostei de artes maciais chinesas ao ponto de praticar Tai chi Chuan por alguns anos e nessa atmosfera passei a ser fã do Bruce Lee. E o que tem haver arte marcial chinesa com cerveja, absolutamente nada, a não ser uma homenagem ao grande Bruce em minha Witbier.
Dai vem o nome WitLee.
Muito antes de começar a montar a receita, criei o rótulo da WitLee, que por sinal ficou bem bacana. Essa cerveja em especial eu procurei dar um toque bem pessoal, inclusive adicionando a receita especiarias encontradas no Brasil.
O maior destaque na receita foi a inclusão do capim limão, fresco, colhido no jardim da casa do meu irmão Kennedy no dia da brassagem. Outra coisa bem legal foi substituir o trigo não maltado que é duro de moer, por farinha de trigo comum e sem fermento.
Assim ficou a minha receita para 20 litros de WitLee:
Maltes.
Pilsen - 3,50 kg.
Acidificado - 200g.
Farinha de trigo - 1,50 kg.
Aveia em flocos - 500g.
Lúpulo.
Hersbrucker - 28g  a 60 min.
Especiarias.
Coentro - 11g a 15 min.
Capim limão - 30g a 5 min.
Camomila - 20g final da fervura.
Fermento.
S 33 - 01 pacote de 11g.
Mostura - 90 min. a 65ºC.
Fervura - 60 min.
Diferente da maioria das Witbiers essa foi fermentada com o S33 em vez do W06, uma dica da Revista Cerveja e ficou bem gostosa, levemente ácida.
Da para ver que a cor ficou bem clarinha, espuma farta, consistente, acompanhada de uma renda belga que fica na taça conforme vai bebendo essa delícia. A Wit também ficou bem carbonatada, 8g por litro.
Essa cerveja me deixou bem contente, pois foi avaliada / degustada por varias pessoas e algumas que não conheciam cerveja artesanal, o resultado foi uma aprovação geral. Gostei.
Só tem uma coisa que lamentei, a produção foi apenas de 20 litros iniciais que resultaram em 26 garrafas de 600ml e todas já terminaram. Mas vou repetir essa recita em 60 litros.
Sede a parte, vou abrir uma Amber Ale na falta da WitLee, saúde!!!

terça-feira, 17 de junho de 2014

A minha IRA

Segundo o BJCP, guia de estilos de cerveja, a IRA é definida como 9D. Irish Red Ale.
A IRA é de origem Irlandesa, maltada e de cor avermelhada a ambar. E para manter essa característica Irlandesa criei um rótulo que inspira bem o esse estilo. A minha IRA leva o nome de Willian Wallace.
Depois de muita pesquisa para montagem da receita, cheguei a seguinte conclusão:
Receita para 20 litros.
Maltes.
Rede X - 3,00 kg
Pilsen - 2,00 kg
Melanoidina - 400g
Lúpulos.
Perle - 10g a 60 min.
Target - 8g a 15 min.
Fermento - S05
Mostura - 90 min. a 65ºC.
Fervura - 60 min.
Fermentação - 18ºC.
Maturação - 12ºC.
O resultado ficou bem legal, uma cerveja com inicio maltado doce e final seco.
Pela foto acima da para ver a cor ambar, uma espuma farta e consistente, boa carbonatação e um pint fácil de beber.
A cor realmente ficou linda, o colarinho também ganhou destaque nessa cerveja.
A IRA é uma cerveja bacana, gostosa e de boa aceitação. Uma receita que pretendo repetir e melhorar sempre.
Escrever sobre cerveja é muito bom, principalmente que no final posso sempre abrir uma garrafa e degustar com todo prazer. Saúde!!! 

domingo, 8 de junho de 2014

Quadrupel a mais forte!

Dentre as Trapistas a cerveja Quadrupel é a mais forte, com 10% de teor alcoólico. 
Encorpada, com tudo suave e agradável, a cerveja Quadrupel é engarrafada e datada de acordo com o ano de envase. E como um vinho de cevada ou vintage beer, não tem prazo de validade determinado, desde que conservada adequadamente.
Complexa e forte, contém notas de especiarias, malte e aroma de frutas secas. Harmoniza com pratos defumados, queijos, aves, frutos do mar e massas, além de ser um excelente digestivo.

Como exemplo do estilo temos a La Trappe Quadrupel:
Origem - Holanda.
Estilo BJCP - 16E Belgian Specialty Ale.
Cor - Marrom escuro.
Temperatura de consumo - 10 a 12ºC.
Copo ideal - Cálice Trapista.
Em particular esse estilo de cerveja é muito atraente, tanto que já produzi duas levas.
A minha cerveja do estilo Quadrupel é a Sellestial, um clone da La Trappe, que ficou deliciosa.
A receita:
OG - 1.098   FG - 1.024
ABV - 9,5%     
Receita para 20 litros.
Maltes:
Pilsen - 4,5kg
Pale Ale - 1,90kg
Aromatico - 120g
Biscuit - 120g
Crystal - 450g
Lúpulos:
Brewers Gold - 28g  90min.
S. Golding - 14g  15min.
S. Golding - 14g  03 min.
Especiarias:
Candy sugar - 300g  15min.
Coentro - 10g  15min.
Casca de laranja amarga - 10g 15 min.
Irish Moss 1g   15min.
Fermento: S33
Rampa - 65ºC por 90 min.
             78ºC por 10min.
Fervura - 90 min.
Fermentação a 20ºC.
Essa é uma cerveja bem complexa em sua produção, mas o resultado é gratificante como mostra a foto acima.
Como já dito eu produzi duas levas de Quadrupel, a receita acima foi a primeira, já a segunda eu modifiquei os maltes sem perder a essência.
Tenho uma ultima garrafa da primeira Sellestial Quadrupel e duas da segunda leva, hummm, pensando bem, vou deixa-las maturando mais um pouquinho e vou abrir uma Gratzer. Saúde!!!