quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Foi 2014 e chegou 2015!
Essa minha homenagem ao grupo que se tornou família, o Suburbreja, a quem agradeço por toda convivência ao longo do ano. É Suburbreja na veia!!!!
Obrigado a todos os Suburbrejanos, 2015 será um ano repleto de ótimas cervejas. Saúde!!!
domingo, 28 de dezembro de 2014
E o prazo de validade!
Já li muitos artigos sobre o assunto validade da cerveja artesanal caseira. Porém cada autor tem uma linha de pensamento. Eu ainda não tenho uma conclusão definitiva, pois temos algumas variáveis a considerar.
Aproveitando o tema da postagem para passar um poco de minha experiência e nesse caso é prática.
Primeiro com uma cerveja do tipo de guarda, até ai nada de diferente, pois são cervejas que precisam de um longo tempo para apurar todos os aromas e sabores pretendidos.
Exatamente no dia 20/12/14, no churrasco de final de ano do grupo Suburbreja e na presença de alguns cervejeiros, resolvi abri minha ultima garrafa da Sellestial 1.0 estilo Quadrupel.
A foto ficou um pouco escura, mas tenho em mãos uma Sellestical com rolha e gaiola com um ano e oito meses de produzida. Resolvi abir a cerveja para analisar alguns aspectos, Primeiro se a rolha vedou bem todos esses meses, se não houve oxidação, cor, aroma, sabor e espuma se mantiveram.
O resultado foi o seguinte: A cerveja estava maravilhosa, com aroma e sabores bem apurados, espuma farta e persistente, bem carbonatada, muito boa. Excelente tempo de guarda.
A outra experiencia a relatar foi com uma Weizenbock, produzida a um ano, Dezembro de 2013 para o aniversário da minha sobrinha. No dia 27/12/14 para minha surpresa meu irmão abriu uma garrafa da cerveja que havia guardado para ser aberta nessa ocasião.
A cerveja envasada em garrafa de um litro com tampinha metálica, estava muito boa além de conservar praticamente todas as suas propriedades. Cor, aroma, espuma, carbonatação perfeitas, eu só notei que o torrado havia desaparecido e dado lugar a um cravo mais aparente. Estava uma delicia, gostei muito.
Independente de qualquer legislação sobre o assunto, as minhas experiencias me provam que pelo menos podemos ter cervejas artesanais com boa qualidade em prazo médio de um ano.
Me foi pedido a receita da weizenbock que passo agora:
Receita para 20 litros.
Pilsen - 3,0kg
Trigo - 2,0kg
Carafá III - 250g
Lúpulo - Summit - 15g 60min.
Fermento - WB 06
Brassagem - 90min a 63/64ºC.
Fervura - 60min.
Fermentação a 17ºC por uma semana.
A cerveja ficou muito boa, receita que em breve vou repetir.
Bom escrevendo sobre cerveja nesse calorão, vou abrir uma bem refrescante, deixa eu ver, há uma Kölsch, excelente pedida.
Saúde e boas cervejas....
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Saison com Tamarindo!
O ano já está terminando e contabilizo uma experiencia de 40 levas produzidas, com pelo menos 25 estilos diferentes. Isso nos dá coragem de experimentar mais, usar um combinado de experiencia, conhecimento adquirido e bastante criatividade seja em processo produtivo como receita. O somatório de tudo posso chamar de Tama Saison, minha nova criação em cerveja.
A cerveja Saison tem sua origem na Bélgica, e em sua receita comporta uma série de especiarias, com o uso de fruto. Após um breve estudo na qual concluir que as frutas azedas combinam muito bem com cerveja, decidi usar o Tamarindo. Acho que é algo inédito entre os cervejeiros caseiros.
Como em todas as cervejas, começo pelo rótulo e em seguida a receita.
Rótulo bem simples para uma cerveja de média complexidade, pois o Tamarindo é adicionado em duas fazes da produção.
Em minha análise feita com a garrafa teste ( Sete dias de priming, o ideal é 10 a 15 dias ) foi uma ótima surpresa, de cor clara com tons de dourado, levemente turva, aroma e sabor intrigante pois sabemos que tem algo diferente mas não identificamos, espuma farta e persistente, sutil amargor. Ficou bem refrescante e leve de abv 4,8% dá para beber o dia todo.
Vamos a receita criada no BS, para o meu equipamento, usando cooler de 60 litros para receita de 30 litros.
Tama Saison 30 litros.
Pilsen - 5kg
Munich II - 500g
Caramel 80 - 250g
Lúpulo Polares - 12g 60 minutos
Tamarindo sem casca (fruto com semente) - 55g a 5 minutos.
Fermento Belle Saison - 2 pacotes de 11g
Brassagem - 90 minutos a 65ºC. e 15 minutos a 76ºC.
Fervura - 60 minutos
Fermentação inicial 17ºC. e final 23ºC. ( 5 dias a 17 e dois dias a 23)
Maturação - 130g de Tamarindo descascado com fruto e semente - 7 dias a 12ºC.
Og 1042 Fg - 1005 Abv 4,85% Ibu 19
Resultado é essa maravilha de cerveja.
Hoje dia de Natal, aproveito para desejar um santo e abençoado Natal a todos os amigos.
Amigos saúde, paz e muita cerveja boa!!!
A cerveja Saison tem sua origem na Bélgica, e em sua receita comporta uma série de especiarias, com o uso de fruto. Após um breve estudo na qual concluir que as frutas azedas combinam muito bem com cerveja, decidi usar o Tamarindo. Acho que é algo inédito entre os cervejeiros caseiros.
Como em todas as cervejas, começo pelo rótulo e em seguida a receita.
Rótulo bem simples para uma cerveja de média complexidade, pois o Tamarindo é adicionado em duas fazes da produção.
Em minha análise feita com a garrafa teste ( Sete dias de priming, o ideal é 10 a 15 dias ) foi uma ótima surpresa, de cor clara com tons de dourado, levemente turva, aroma e sabor intrigante pois sabemos que tem algo diferente mas não identificamos, espuma farta e persistente, sutil amargor. Ficou bem refrescante e leve de abv 4,8% dá para beber o dia todo.
Vamos a receita criada no BS, para o meu equipamento, usando cooler de 60 litros para receita de 30 litros.
Tama Saison 30 litros.
Pilsen - 5kg
Munich II - 500g
Caramel 80 - 250g
Lúpulo Polares - 12g 60 minutos
Tamarindo sem casca (fruto com semente) - 55g a 5 minutos.
Fermento Belle Saison - 2 pacotes de 11g
Brassagem - 90 minutos a 65ºC. e 15 minutos a 76ºC.
Fervura - 60 minutos
Fermentação inicial 17ºC. e final 23ºC. ( 5 dias a 17 e dois dias a 23)
Maturação - 130g de Tamarindo descascado com fruto e semente - 7 dias a 12ºC.
Og 1042 Fg - 1005 Abv 4,85% Ibu 19
Resultado é essa maravilha de cerveja.
Hoje dia de Natal, aproveito para desejar um santo e abençoado Natal a todos os amigos.
Amigos saúde, paz e muita cerveja boa!!!
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Blond Ale - Que cerveja!
Existe catalogado pelo menos dois tipos de Blond Ale. Um estilo da escola Belga ou Belgian Blond Ale e o outro estilo da escola Americana, o American Blond.
Eu criei uma receita no Beer Smith onde retirei as especiarias usadas no estilo Belga e um menor amargor do que usado no estilo americano. A intenção é fazer uma Blond bem leve para o verão, onde também vai agradar aqueles que não tem habito com cervejas artesanais. O resultado foi surpreendente, até porque eu usei fermento e temperatura diferente do padrão para o estilo.Vamos falar sobre essa modificação mais a diante.
Como na Kölsch, também usei dois tipos de rótulos, seguindo o mesmo padrão.
O rótulo Notoriun tem Abv 5,2% porque já estava impresso quando a cerveja ficou pronta, porém a graduação alcoólica correta é 4,2%, esse foi impresso depois da cerveja pronta e engarrafada.
A minha receita ficou o seguinte:
Pilsen - 6kg
Caramalt - 300g
Polaris - 10g 60min.
Gálaxi - 8g 0 min.
Fermento - Magroove M10 - 2 pacotes.
Mostura - 65ºC. por 90 minutos.
Fervura - 60 minutos.
Og.- 1.037 Fg. - 1.005 ABV - 4,2%
Ai é que vem a diferença, o fermento M10 pode trabalhar na temperatura Ale e Lager, eu usei para fermentar 17ºC. e para maturar 14ºC.
A maturação também foi mais longa, após 7 dias de fermentação, mudei de balde e baixei a temperatura para 14ºC. por 20 dias. Esse foi o resultato:
Cerveja bem clara, leve, saborosa, espuma branca, farta e persistente. Gostei muito.
Mais uma excelente opção para o nosso verão carioca.
Agora vou terminar de degustar essa maravilha. Saúde e excelentes cervejas!!!
Eu criei uma receita no Beer Smith onde retirei as especiarias usadas no estilo Belga e um menor amargor do que usado no estilo americano. A intenção é fazer uma Blond bem leve para o verão, onde também vai agradar aqueles que não tem habito com cervejas artesanais. O resultado foi surpreendente, até porque eu usei fermento e temperatura diferente do padrão para o estilo.Vamos falar sobre essa modificação mais a diante.
Como na Kölsch, também usei dois tipos de rótulos, seguindo o mesmo padrão.
O rótulo Notoriun tem Abv 5,2% porque já estava impresso quando a cerveja ficou pronta, porém a graduação alcoólica correta é 4,2%, esse foi impresso depois da cerveja pronta e engarrafada.
A minha receita ficou o seguinte:
Pilsen - 6kg
Caramalt - 300g
Polaris - 10g 60min.
Gálaxi - 8g 0 min.
Fermento - Magroove M10 - 2 pacotes.
Mostura - 65ºC. por 90 minutos.
Fervura - 60 minutos.
Og.- 1.037 Fg. - 1.005 ABV - 4,2%
Ai é que vem a diferença, o fermento M10 pode trabalhar na temperatura Ale e Lager, eu usei para fermentar 17ºC. e para maturar 14ºC.
A maturação também foi mais longa, após 7 dias de fermentação, mudei de balde e baixei a temperatura para 14ºC. por 20 dias. Esse foi o resultato:
Cerveja bem clara, leve, saborosa, espuma branca, farta e persistente. Gostei muito.
Mais uma excelente opção para o nosso verão carioca.
Agora vou terminar de degustar essa maravilha. Saúde e excelentes cervejas!!!
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
German Kölsch
Trilhando o mesmo caminho, chegou a vez da German Kölsch. Cerveja de origem alemã, de cor clara, leve e refrescante, dita por muitos como a Pilsen de alta fermentação, aqui cabe uma explicação: A grande maioria das cervejas oriundas da escola alemã é de baixa fermentação, ou seja, são Lagers. Apenas tres estilos alemães são de alta fermentação ou Ale, O estilo Weiss que é de trigo, o estilo Altbier a velha forma de fazer cerveja e o estilo Kölsch.
Como sempre começo a cerveja pelo rótulo e essa não foi diferente. Acabei desenvolvendo dois para essa cerveja, um seguindo a linha Notoriun e outro mais divertido.
Rótulos a parte, vai um pouquinho de pesquisa no BJCP, montagem da receita no Beer Smith e mão na massa e malte na panela. Passo a receita:
German Kölsch 30 litros.
Pilsen - 5kg
Trigo - 1kg
Mágnum - 12g 60min.
Perle - 8g 60min.
Hersbruker - 10g 5min.
Fermento - S-05 dois pacotes.
Brassagem 64/65ºC.
Fervura - 60min. Pode fazer decocção.
OG - 1045 FG - 1010 - ABV 4,5%
Bem leve, refrescante para o verão. Ficou deliciosa.
Esse é o resultado.
Ficou linda, uma cor amarelo brilhante, ótima formação de espuma com persistência.
Afirmo que vou repetir essa receita, mas enquanto isso, vou acabar de degustar essa maravilha. Saúde e boas cervejas!!!
Como sempre começo a cerveja pelo rótulo e essa não foi diferente. Acabei desenvolvendo dois para essa cerveja, um seguindo a linha Notoriun e outro mais divertido.
German Kölsch 30 litros.
Pilsen - 5kg
Trigo - 1kg
Mágnum - 12g 60min.
Perle - 8g 60min.
Hersbruker - 10g 5min.
Fermento - S-05 dois pacotes.
Brassagem 64/65ºC.
Fervura - 60min. Pode fazer decocção.
OG - 1045 FG - 1010 - ABV 4,5%
Bem leve, refrescante para o verão. Ficou deliciosa.
Esse é o resultado.
Ficou linda, uma cor amarelo brilhante, ótima formação de espuma com persistência.
Afirmo que vou repetir essa receita, mas enquanto isso, vou acabar de degustar essa maravilha. Saúde e boas cervejas!!!
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Witbier 2.0
Retornando as receitas, hoje falo sobre a Witbier 2.0, uma nova receita que batizei com o nome de Notoriun.
Ficou bem leve e refrescante, foi usado o capim limão no final da fervura, para dar um toque especial a cerveja.
Vamos a receita para 30 litros:
Pilsen - 5kg
Farinha de trigo sem fermento - 3gk (pode usar flocos de trigo)
Malte acidificado - 200g
Aveia em flocos - 400g
Hersbrucker - 40g aos 60 minutos
Casca de laranja - 20g aos 15 minutos
Camomila - 10g aos 5 minutos
Capim limão - 30g final da fervura
Fermento - S33 - 2 envelopes.
Brassagem - 90 minutos a 65ºC. (pode fazer uma parada ou não)
Fervura - 60 minutos.
A Og - 1.065 / Fg - 1.015 / Abv - 6,5%
Conseguimos engarrafar 36 unidades de 600ml.
O resultado final é essa maravilha.
Linda cor, espuma densa e consistente, aroma e sabor de especiarias, leve e refrescante para nosso clima.
É não tem jeito, calor, sede, vou abrir uma, Saúde!!!
Ficou bem leve e refrescante, foi usado o capim limão no final da fervura, para dar um toque especial a cerveja.
Vamos a receita para 30 litros:
Pilsen - 5kg
Farinha de trigo sem fermento - 3gk (pode usar flocos de trigo)
Malte acidificado - 200g
Aveia em flocos - 400g
Hersbrucker - 40g aos 60 minutos
Casca de laranja - 20g aos 15 minutos
Camomila - 10g aos 5 minutos
Capim limão - 30g final da fervura
Fermento - S33 - 2 envelopes.
Brassagem - 90 minutos a 65ºC. (pode fazer uma parada ou não)
Fervura - 60 minutos.
A Og - 1.065 / Fg - 1.015 / Abv - 6,5%
Conseguimos engarrafar 36 unidades de 600ml.
O resultado final é essa maravilha.
Linda cor, espuma densa e consistente, aroma e sabor de especiarias, leve e refrescante para nosso clima.
É não tem jeito, calor, sede, vou abrir uma, Saúde!!!
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Criando nossa cervejaria!
Chegou a hora da montagem de nossa cervejaria, mas antes de tudo, precisamos de um Plano de Negócios. O que é isso? Amigos é uma espécie de roteiro onde antes de qualquer decisão podemos simular no papel todas as etapas de montagem da cervejaria, desde os aspectos físicos, passando pelo financeiro e chegando ao total do investimento e previsão de retorno.
Sem esse Plano de Negócios o empreendimento está fadado ao fracasso.
Essa postagem não é sobre Plano de Negócios que podemos postar mais a frente sobre esse importante assunto.
Vamos partir que o seu Plano de Negócios já está devidamente definido, é hora de partir para ação.
Com o espaço a ser ocupado com a cervejaria, documentação em dia, vamos partir para nossa linha de produção.
Em sua grande maioria os futuros empreendedores tem a seguinte visão: Vou comprar uma cozinha de X litros e Y fermentadores, com isso vou produzir W litros de cerveja. Pode parar, isso é o básico do básico. Montar uma cervejaria vai muito além desses equipamentos.
Para uma melhor compreensão vamos dividir em blocos nossa montagem.
1 - Equipamentos básicos para produção de 2.000 litros mês:
Uma cozinha de 500 litros, tri bloco, ou seja, com três panelas, uma de água quente, cozimento do malte e panela de fervura. Sem esquecer de um moinho de malte com pelo menos dois rolos em inox.
Um conjunto de fermentadores que pode ser dois de 500 litros, uma vez que a cada 15 dias você deverá liberar os tanques.
2 - Equipamentos complementares:
Começamos pela filtragem da cerveja, para que a mesma saia brilhante e cristalina, há não ser que pretenda engarrafar com a turbidez natural de uma cerveja artesanal.
Já deve estar definido em seu Plano de Negócios como você vai vender sua cerveja, que pode ser em barril ou garrafas.
Começando pela garrafa será preciso uma engarrafadora, seja ela manual com um ou dois bico, ou automática.
Como por Legislação toda cerveja deve ser pasteurizada, também será necessário um pasteurizador.
A outra opção é o barril e para isso deve ser em quantidade que possa ser operacionalizado na entrega e coleta, será preciso de um equipamento para barril.
Sem esse Plano de Negócios o empreendimento está fadado ao fracasso.
Essa postagem não é sobre Plano de Negócios que podemos postar mais a frente sobre esse importante assunto.
Vamos partir que o seu Plano de Negócios já está devidamente definido, é hora de partir para ação.
Com o espaço a ser ocupado com a cervejaria, documentação em dia, vamos partir para nossa linha de produção.
Em sua grande maioria os futuros empreendedores tem a seguinte visão: Vou comprar uma cozinha de X litros e Y fermentadores, com isso vou produzir W litros de cerveja. Pode parar, isso é o básico do básico. Montar uma cervejaria vai muito além desses equipamentos.
Para uma melhor compreensão vamos dividir em blocos nossa montagem.
1 - Equipamentos básicos para produção de 2.000 litros mês:
Uma cozinha de 500 litros, tri bloco, ou seja, com três panelas, uma de água quente, cozimento do malte e panela de fervura. Sem esquecer de um moinho de malte com pelo menos dois rolos em inox.
Um conjunto de fermentadores que pode ser dois de 500 litros, uma vez que a cada 15 dias você deverá liberar os tanques.
2 - Equipamentos complementares:
Começamos pela filtragem da cerveja, para que a mesma saia brilhante e cristalina, há não ser que pretenda engarrafar com a turbidez natural de uma cerveja artesanal.
Já deve estar definido em seu Plano de Negócios como você vai vender sua cerveja, que pode ser em barril ou garrafas.
Começando pela garrafa será preciso uma engarrafadora, seja ela manual com um ou dois bico, ou automática.
Como por Legislação toda cerveja deve ser pasteurizada, também será necessário um pasteurizador.
A outra opção é o barril e para isso deve ser em quantidade que possa ser operacionalizado na entrega e coleta, será preciso de um equipamento para barril.
O equipamento acima lava e enche o barril.
3 - Complementos:
Além dos equipamentos acimas, temos a caldeira para fornecimento de vapor, caixa de refrigeração com água e glicol, acessórios diversos, maquina de preção, ferramentas, e por ai vai, dependendo de cada necessidade de acordo com o porte da cervejaria.
Essa é uma montagem bem básica. Porque além de tudo o que foi exposto tem câmara frigorifica ou refrigerada, laboratório, tratamento ou descarte apropriado de resíduos sólidos e líquidos, armazenagem adequada para matéria prima e produto acabado.
Há temos também a distribuição, item de muita importância, pois demanda de veiculo próprio ou alugado para entrega na distribuidora ou entrega direta ao ponto de venda. E ai vem toda parte administrativa, comercial, logística, etc...
Abaixo um fluxograma de uma cervejaria:
Espero que mesmo de forma bem simplista, ter contribuído para um melhor entendimento de como montar uma cervejaria. Vai muito além de nossa visão inicial de cervejeiros caseiros.
Montar uma cervejaria no papel é muito bom, mas beber uma cerva geladinha é muito melhor. Saúde!!!
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
O sonho da Cervejaria!
Qual o cervejeiro caseiro que não sonha em ter sua própria cervejaria?
Tenho participado de algumas palestras e recentemente de uma mesa redonda onde o tema foi amplamente debatido. O mais importante foi ter a oportunidade de uma só vez ouvir representantes de toda a cadeia produtiva em seus diferentes aspectos.
Para quem está pensando em entrar para o mercado, o momento é excelente, estamos em pleno crescimento em todos os aspectos, desde a compra de insumos e equipamentos para caseiros, como o crescimento do mercado consumidor.
Esse crescimento de mercado começa pelo cervejeiro caseiro que antes de tudo também é consumidor e formador de opinião, as suas produções vão além das fronteiras da família e amigos. Já se percebe que há algum interesse com a famosa frase, já está vendendo? É nessa hora que o desejo de ter sua própria cervejaria pode aflorar.
Bom, vamos ao que interessa, o caminho das pedras. Vou dividir o caminho em algumas opções do mercado.
Montando sua cervejaria:
Como em qualquer negócio, começamos pelo registro da empresa, ou seja, cervejaria.
Nessa hora é fundamental conhecer o plano urbanístico de sua cidade. Tudo o que for relatado daqui para ferente se refere a cidade do Rio de Janeiro.
É preciso saber em que local pode ser aberta uma cervejaria e se o imóvel é compatível, seja ele um terreno, loja ou galpão. É bom fazer uma busca prévia na prefeitura. Dependendo do que for necessário fazer no local, será preciso uma licença de obra.
Passado essa barreira de local, registra-se o Contrato Social e retirada do CNPJ.
De posse desses documentos, ai vai um parentese importante, nesse momento você já de posse do plano de negócio, junto com os fornecedores de equipamentos (essa parte vale uma postagem em especial) começa a adaptar o local para receber as instalações e equipamentos bem como cumprir a legislação quanto a revestimentos de piso e paredes entre outros.
Vencida essa etapa, tem a do Bombeiro também para cumprir. A próxima é pedir o alvará a prefeitura.
Uma vez com o alvará, vamos buscar a inscrição estadual e o registro do químico responsável no CRQ. Caso você não seja químico vai ter de contratar um. Sem ele nada de cervejaria.
Tendo em mão o Alvará, a Inscrição Estadual e o Registro do CRQ, finalmente chega a vez do temido MAPA. Por incrível que pareça é o único que não te cobra nada. Nem para registro da cervejaria e nem para registro da cerveja.
Com o MAPA a conversa é diferente, agora é tudo relacionado a cervejaria, lembra quando falei de revestimento, essa hora é verificado tudo, além dos equipamentos, o fluxo de funcionamento, descarte do resíduo sólido e líquido e tudo que é pertinente a legislação vigente.
Bom com o registro do MAPA na mão é hora do registro das cervejas.
Simplifiquei ao máximo todo o processo para um melhor entendimento.
Farei uma outra postagem sobre montagem de uma micro cervejaria, esse é sobe os aspectos legais.
Montando um Brew Pub:
Tudo o que foi dito acima sobre cervejaria se aplica a um Brew Pub, com um agravante, mesmo sendo um bar que produz sua própria cerveja, é considerado uma industria e ai tem todas as restrições da cervejaria. Além do que não existe nenhuma legislação especifica para esse tipo de negócio.
Isso eu to falando da realidade do Rio de Janeiro, já em outras cidades do estado já existem Pubs e restaurantes com produção própria. No Rio de Janeiro e acho que em outras capitais não seja muito diferente.
Cervejaria Cigana:
Por último mas não menos importante, temos a cervejaria cigana como uma ótima opção para entrar no mercado com sua própria cerveja.
Simplificando é algo do tipo você alugar uma cervejaria para fazer sua cerveja dentro da lei.
O investimento é bem menor e proporcional ao risco.
Tem muita gente utilizando essa forma para fazer sua cerveja, porém tem alguns entraves. Mesmo que seja a sua receita, para o MAPA a cerveja é da cervejaria contratada por força de registro. Você vai depender sempre da ociosidade ou boa vontade da cervejaria em produzir sua receita, mas isso varia de acordo com a negociação feita com a cervejaria.
Tem outro entrave, se você resolver mudar de cervejaria, vai ter que registrar tudo de novo no MAPA. Mesmo com esses entraves parece ser a forma menos arriscada de entrar no mercado, sem contar que também é a menos rentável, pois parte do lucro fica com a cervejaria.
Bom espero ter dado uma boa noção sobre alguns negócios cervejeiros que podemos pleitear no momento.
Na próxima postagem vou falar mais especificamente sobre a montagem de uma micro cervejaria em seu aspecto produtivo.
Caramba, escrevi muito e a vontade de beber uma cerva geladinha aumenta a cada teclada. Saúde!!!
Tenho participado de algumas palestras e recentemente de uma mesa redonda onde o tema foi amplamente debatido. O mais importante foi ter a oportunidade de uma só vez ouvir representantes de toda a cadeia produtiva em seus diferentes aspectos.
Para quem está pensando em entrar para o mercado, o momento é excelente, estamos em pleno crescimento em todos os aspectos, desde a compra de insumos e equipamentos para caseiros, como o crescimento do mercado consumidor.
Esse crescimento de mercado começa pelo cervejeiro caseiro que antes de tudo também é consumidor e formador de opinião, as suas produções vão além das fronteiras da família e amigos. Já se percebe que há algum interesse com a famosa frase, já está vendendo? É nessa hora que o desejo de ter sua própria cervejaria pode aflorar.
Bom, vamos ao que interessa, o caminho das pedras. Vou dividir o caminho em algumas opções do mercado.
Montando sua cervejaria:
Como em qualquer negócio, começamos pelo registro da empresa, ou seja, cervejaria.
Nessa hora é fundamental conhecer o plano urbanístico de sua cidade. Tudo o que for relatado daqui para ferente se refere a cidade do Rio de Janeiro.
É preciso saber em que local pode ser aberta uma cervejaria e se o imóvel é compatível, seja ele um terreno, loja ou galpão. É bom fazer uma busca prévia na prefeitura. Dependendo do que for necessário fazer no local, será preciso uma licença de obra.
Passado essa barreira de local, registra-se o Contrato Social e retirada do CNPJ.
De posse desses documentos, ai vai um parentese importante, nesse momento você já de posse do plano de negócio, junto com os fornecedores de equipamentos (essa parte vale uma postagem em especial) começa a adaptar o local para receber as instalações e equipamentos bem como cumprir a legislação quanto a revestimentos de piso e paredes entre outros.
Vencida essa etapa, tem a do Bombeiro também para cumprir. A próxima é pedir o alvará a prefeitura.
Uma vez com o alvará, vamos buscar a inscrição estadual e o registro do químico responsável no CRQ. Caso você não seja químico vai ter de contratar um. Sem ele nada de cervejaria.
Tendo em mão o Alvará, a Inscrição Estadual e o Registro do CRQ, finalmente chega a vez do temido MAPA. Por incrível que pareça é o único que não te cobra nada. Nem para registro da cervejaria e nem para registro da cerveja.
Com o MAPA a conversa é diferente, agora é tudo relacionado a cervejaria, lembra quando falei de revestimento, essa hora é verificado tudo, além dos equipamentos, o fluxo de funcionamento, descarte do resíduo sólido e líquido e tudo que é pertinente a legislação vigente.
Bom com o registro do MAPA na mão é hora do registro das cervejas.
Simplifiquei ao máximo todo o processo para um melhor entendimento.
Farei uma outra postagem sobre montagem de uma micro cervejaria, esse é sobe os aspectos legais.
Montando um Brew Pub:
Tudo o que foi dito acima sobre cervejaria se aplica a um Brew Pub, com um agravante, mesmo sendo um bar que produz sua própria cerveja, é considerado uma industria e ai tem todas as restrições da cervejaria. Além do que não existe nenhuma legislação especifica para esse tipo de negócio.
Isso eu to falando da realidade do Rio de Janeiro, já em outras cidades do estado já existem Pubs e restaurantes com produção própria. No Rio de Janeiro e acho que em outras capitais não seja muito diferente.
Cervejaria Cigana:
Por último mas não menos importante, temos a cervejaria cigana como uma ótima opção para entrar no mercado com sua própria cerveja.
Simplificando é algo do tipo você alugar uma cervejaria para fazer sua cerveja dentro da lei.
O investimento é bem menor e proporcional ao risco.
Tem muita gente utilizando essa forma para fazer sua cerveja, porém tem alguns entraves. Mesmo que seja a sua receita, para o MAPA a cerveja é da cervejaria contratada por força de registro. Você vai depender sempre da ociosidade ou boa vontade da cervejaria em produzir sua receita, mas isso varia de acordo com a negociação feita com a cervejaria.
Tem outro entrave, se você resolver mudar de cervejaria, vai ter que registrar tudo de novo no MAPA. Mesmo com esses entraves parece ser a forma menos arriscada de entrar no mercado, sem contar que também é a menos rentável, pois parte do lucro fica com a cervejaria.
Bom espero ter dado uma boa noção sobre alguns negócios cervejeiros que podemos pleitear no momento.
Na próxima postagem vou falar mais especificamente sobre a montagem de uma micro cervejaria em seu aspecto produtivo.
Caramba, escrevi muito e a vontade de beber uma cerva geladinha aumenta a cada teclada. Saúde!!!
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Cerva colaborativa!
O título é uma realidade na cervejaria artesanal e principalmente caseira, é isso mesmo, não há concorrência e sim muita colaboração que vai desde partilhar conhecimento a empréstimos de equipamentos e insumos.
E nessa filosofia embarquei com meu amigo e grande mestre cervejeiro Diogo Machado.
Havia uma vontade de se produzir uma cerveja mais complexa em todos os termos. nessa busca optamos por uma cerveja escura, encorpada, de alta gravidade e chegamos a Russian Imperial Stout.
Cerveja maravilhosa rica em maltes torrados com sabor e aroma de café e chocolate. Um luxo.
Foi quase de imediato, logo decidido o estilo a inspiração veio naturalmente para o rótulo.
Tem tudo haver com o estilo de cerveja escolhido, as cores, a bandeira e a cidade. Uma legítima Russian Imperial Stout.
Foi colaborativa em todos os sentidos, desde a receita (vejam que cor maravilhosa no momento da clarificação do mosto, linda a cor) até as etapas de produção.
Dividimos a brassagem em duas etapas, o cozimento do malte por infusão em rampa única e a fervura ficou a meu cargo. A inoculação das leveduras, fermentação, maturação e engarrafamento por conta do mestre Diogo.
O legal que a primeira parte foi executada no QG da JackBeer no bairro do Jacaré e a outra em Itaguaí. Parece coisa louca, mas funcionou muito bem, tanto que repetiremos o processo com outro estilo de cerveja.
Esse é o resultado final, foram engarrafadas 48 unidades de 355ml. Ficando 24 para cada cervejeiro, show.
Antes de iniciar essa postagem fui buscar inspiração em uma RIS. Simplesmente deliciosa, ótima espuma, cor, aroma e sabor fantásticos, mas só provando e degustando para ter noção do que estou escrevendo.
Como o mundo cervejeiro artesanal caseiro é colaborativo aqui vai nossa receita para ser brassada por outros mestres cervejeiros que apreciam o estilo.
Espero que aproveitem bem a receita, com total liberdade para personalizar, mudar ou seguir a risca que o resultado foi comprovado como ótimo.
Bom já escrevi muito e esta na hora de outra RIS. Saúde!!!
E nessa filosofia embarquei com meu amigo e grande mestre cervejeiro Diogo Machado.
Havia uma vontade de se produzir uma cerveja mais complexa em todos os termos. nessa busca optamos por uma cerveja escura, encorpada, de alta gravidade e chegamos a Russian Imperial Stout.
Cerveja maravilhosa rica em maltes torrados com sabor e aroma de café e chocolate. Um luxo.
Foi quase de imediato, logo decidido o estilo a inspiração veio naturalmente para o rótulo.
Tem tudo haver com o estilo de cerveja escolhido, as cores, a bandeira e a cidade. Uma legítima Russian Imperial Stout.
Foi colaborativa em todos os sentidos, desde a receita (vejam que cor maravilhosa no momento da clarificação do mosto, linda a cor) até as etapas de produção.
Dividimos a brassagem em duas etapas, o cozimento do malte por infusão em rampa única e a fervura ficou a meu cargo. A inoculação das leveduras, fermentação, maturação e engarrafamento por conta do mestre Diogo.
O legal que a primeira parte foi executada no QG da JackBeer no bairro do Jacaré e a outra em Itaguaí. Parece coisa louca, mas funcionou muito bem, tanto que repetiremos o processo com outro estilo de cerveja.
Esse é o resultado final, foram engarrafadas 48 unidades de 355ml. Ficando 24 para cada cervejeiro, show.
Antes de iniciar essa postagem fui buscar inspiração em uma RIS. Simplesmente deliciosa, ótima espuma, cor, aroma e sabor fantásticos, mas só provando e degustando para ter noção do que estou escrevendo.
Como o mundo cervejeiro artesanal caseiro é colaborativo aqui vai nossa receita para ser brassada por outros mestres cervejeiros que apreciam o estilo.
Espero que aproveitem bem a receita, com total liberdade para personalizar, mudar ou seguir a risca que o resultado foi comprovado como ótimo.
Bom já escrevi muito e esta na hora de outra RIS. Saúde!!!
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Esse vai bombar!
Pela segunda vez e acho que passará para calendário permanente o maravilhoso festival de cervejas artesanais.
Para quem não foi na primeira edição e gosta de boa cerveja, é um evento imperdível.
Oportunidade única de conhecer cervejas do mundo todo, além das nossas que a cada ano estão conquistando o mundo.
Todos convidados para o evento. Saúde!!!
Para quem não foi na primeira edição e gosta de boa cerveja, é um evento imperdível.
Oportunidade única de conhecer cervejas do mundo todo, além das nossas que a cada ano estão conquistando o mundo.
Todos convidados para o evento. Saúde!!!
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
I Am a Home Brewer!
Muito bacana esse vídeo feito por cervejeiros caseiros americanos, representa muito bem o nosso sentimento cervejeiro. Saúde!
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=xwy6XMN30CA
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=xwy6XMN30CA
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Candi Sugar
Para quem gosta de produzir cervejas de estilo Belga o candi sugar é fundamental no resultado final.
Esse açúcar dependendo de sua caramelização que vai do mais claro ao mais escuro, pode adicionar sabores diferentes a cerveja.
O candi sugar é um açúcar caro quando se compra em sites especializados em insumos para cerveja, mas é algo que com muito cuidado pode ser feito em casa com muita economia.
Trocando em miúdos, o candi sugar nada mas é que um açúcar invertido pela ação do ácido cítrico. Ou seja, um ácido que pode ser extraído do limão.
Vou passar agora uma receita bem simples para candi sugar caseiro:
500g de açúcar refinado ou cristal.
Água o necessário para cobrir o açúcar.
Esprema uma colher de sopa de sumo de limão.
Preparo:
Acenda o fogo e coloque na panela primeiro o açúcar, depois a água e em seguida o sumo de limão.
Misturar tudo muito bem e não mexer mais. Espere levantar a fervura, abaixe o fogo e deixe ferver pelo tempo que necessite, no meu caso como queria um candi sugar bem escuro deixei por 40 minutos. Durante a fervura nunca mexa para evitar acidentes.
Após o termino da fervura, desligar o fogo e espere um pouco para poder derramar sobre uma forma de alumínio. Esse tempo de espera é para esfriar um pouco a mistura evitando algum acidente, mas também não pode ser o tempo excessivo pois terá dificuldades de retirar o candi sugar da panela.
Depois de totalmente frio é só quebra o candi sugar e adicionar a ao seu mosto.
Também pode ser guardado em pote para ser usado quando necessário.
Ou embalado para transporte.
O importante é que você ganha autonomia na produção do candi sugar.
Agora amigo que venham as Belgas porque já estou preparado e munido de muito candi sugar.
Finalizo com minha Belgian Golden Strong Ale, uma delícia. Saúde!!!!!!!
Esse açúcar dependendo de sua caramelização que vai do mais claro ao mais escuro, pode adicionar sabores diferentes a cerveja.
O candi sugar é um açúcar caro quando se compra em sites especializados em insumos para cerveja, mas é algo que com muito cuidado pode ser feito em casa com muita economia.
Trocando em miúdos, o candi sugar nada mas é que um açúcar invertido pela ação do ácido cítrico. Ou seja, um ácido que pode ser extraído do limão.
Vou passar agora uma receita bem simples para candi sugar caseiro:
500g de açúcar refinado ou cristal.
Água o necessário para cobrir o açúcar.
Esprema uma colher de sopa de sumo de limão.
Preparo:
Acenda o fogo e coloque na panela primeiro o açúcar, depois a água e em seguida o sumo de limão.
Misturar tudo muito bem e não mexer mais. Espere levantar a fervura, abaixe o fogo e deixe ferver pelo tempo que necessite, no meu caso como queria um candi sugar bem escuro deixei por 40 minutos. Durante a fervura nunca mexa para evitar acidentes.
Após o termino da fervura, desligar o fogo e espere um pouco para poder derramar sobre uma forma de alumínio. Esse tempo de espera é para esfriar um pouco a mistura evitando algum acidente, mas também não pode ser o tempo excessivo pois terá dificuldades de retirar o candi sugar da panela.
Depois de totalmente frio é só quebra o candi sugar e adicionar a ao seu mosto.
Também pode ser guardado em pote para ser usado quando necessário.
Ou embalado para transporte.
O importante é que você ganha autonomia na produção do candi sugar.
Agora amigo que venham as Belgas porque já estou preparado e munido de muito candi sugar.
Finalizo com minha Belgian Golden Strong Ale, uma delícia. Saúde!!!!!!!
domingo, 20 de julho de 2014
Priming ou Bomba caseira?
A grande maioria dos cervejeiros caseiros fazem priming. Mas há um grande risco de se produzir perigosas bombas caseiras, que quando explodem machucam de verdade.
Existe também a possibilidade de carbonatação forçada, mas o investimento é muito maior em Post Mix ou Kegs, controladores de pressão e cilindro de Co2, algo que tem de ser manuseado com muita cautela e cuidado.
Os Belgas são craques em priming ou refermentação na garrafa, também alguns Alemães usam essa técnica de carbonatação natural em suas cervejas, principalmente as de trigo.
O priming ou refermentação na garrafa é a forma mais simples e barata para se obter carbonatação na garrafa. Porém é preciso passar por algumas etapas para uma maior segurança.
A técnica é basicamente adicionar açúcar ou qualquer outro fermentável (Açúcar mascavo, demerara, refinado, cristal, mel entre outros) na cerveja a ser engarrafada.
A super carbonatação pode ocorrer quando a cerveja não terminou a sua total fermentação, na distribuição irregular do açúcar na cerveja ou garrafa, a quantidade exagerada de açúcar ou por contaminação.
De todos os motivos acima os mais comuns são a cerveja sem termino total de fermentação e excesso de açúcar na cerveja, quando temos os dois casos juntos é explosão na certa.
Boa parte dos cervejeiros costumam esperar por algum tempo o final da fermentação ou o termino das bolhas do airlock para iniciar a maturação baixando a temperatura.
Ocorre que o certo é medir a atenuação da cerveja para verificar o final da fermentação e com essa certeza iniciar a maturação.
Também há outros fatores a serem considerados como algum problema na fermentação como teor alcoólico muito elevado e a levedura não dá conta de fermentar todo o açúcar, falta de nutriente, baixa oxigenação, tudo isso pode resultar em açúcar residual que somado ao o açúcar do priming vai levar a produção da verdadeira garrafa bomba.
A cerveja deve atenuar sempre próximo do esperado, quando não pode haver algo de errado, ai prudencia no priming.
A seguir um exemplo bem simples de como evitar a super carbonatação em uma fermentação normal.
Receita de 20 litros com 7g de açúcar por litro de cerveja = 7 x 20 = 140g.
Ocorre que há perda de liquido na fervura, fermentação e maturação e no final pode ter apenas 16 litros em vez de 20 litros, o cálculo muda. 7 x 16 = 112g e não os 140g iniciais.
Parece pouco, mas é o suficiente para provocar uma explosão.
Outro cuidado é que cada garrafa receba a mesma quantidade de açúcar, além de uma prática corriqueira entre os cervejeiros caseiros que é o reaproveitamento das garrafas, como não sabemos quais danos ocorreram com cada casco, sua resistência pode estar comprometida, por isso todo cuidado é pouco.
Respeitando essas regras a risca você vai melhorar e muito a segurança no uso do priming em garrafas.
No mais, o resultado será uma perfeita carbonatação natural, deixando sua cerveja mais saborosa e bonita.
Ótimas cervejas, prudencia e saúde!!!
Existe também a possibilidade de carbonatação forçada, mas o investimento é muito maior em Post Mix ou Kegs, controladores de pressão e cilindro de Co2, algo que tem de ser manuseado com muita cautela e cuidado.
Os Belgas são craques em priming ou refermentação na garrafa, também alguns Alemães usam essa técnica de carbonatação natural em suas cervejas, principalmente as de trigo.
O priming ou refermentação na garrafa é a forma mais simples e barata para se obter carbonatação na garrafa. Porém é preciso passar por algumas etapas para uma maior segurança.
A técnica é basicamente adicionar açúcar ou qualquer outro fermentável (Açúcar mascavo, demerara, refinado, cristal, mel entre outros) na cerveja a ser engarrafada.
A super carbonatação pode ocorrer quando a cerveja não terminou a sua total fermentação, na distribuição irregular do açúcar na cerveja ou garrafa, a quantidade exagerada de açúcar ou por contaminação.
De todos os motivos acima os mais comuns são a cerveja sem termino total de fermentação e excesso de açúcar na cerveja, quando temos os dois casos juntos é explosão na certa.
Boa parte dos cervejeiros costumam esperar por algum tempo o final da fermentação ou o termino das bolhas do airlock para iniciar a maturação baixando a temperatura.
Ocorre que o certo é medir a atenuação da cerveja para verificar o final da fermentação e com essa certeza iniciar a maturação.
Também há outros fatores a serem considerados como algum problema na fermentação como teor alcoólico muito elevado e a levedura não dá conta de fermentar todo o açúcar, falta de nutriente, baixa oxigenação, tudo isso pode resultar em açúcar residual que somado ao o açúcar do priming vai levar a produção da verdadeira garrafa bomba.
A cerveja deve atenuar sempre próximo do esperado, quando não pode haver algo de errado, ai prudencia no priming.
A seguir um exemplo bem simples de como evitar a super carbonatação em uma fermentação normal.
Receita de 20 litros com 7g de açúcar por litro de cerveja = 7 x 20 = 140g.
Ocorre que há perda de liquido na fervura, fermentação e maturação e no final pode ter apenas 16 litros em vez de 20 litros, o cálculo muda. 7 x 16 = 112g e não os 140g iniciais.
Parece pouco, mas é o suficiente para provocar uma explosão.
Outro cuidado é que cada garrafa receba a mesma quantidade de açúcar, além de uma prática corriqueira entre os cervejeiros caseiros que é o reaproveitamento das garrafas, como não sabemos quais danos ocorreram com cada casco, sua resistência pode estar comprometida, por isso todo cuidado é pouco.
Respeitando essas regras a risca você vai melhorar e muito a segurança no uso do priming em garrafas.
No mais, o resultado será uma perfeita carbonatação natural, deixando sua cerveja mais saborosa e bonita.
Ótimas cervejas, prudencia e saúde!!!
domingo, 22 de junho de 2014
Maturação na garrafa ou maturador?
Durante pesquisa sobre maturação de cerveja descobri que há duas opiniões ou pensamentos diferentes.
Há quem defenda que a etapa da maturação não é obrigatório, podemos passar diretamente após a fermentação para o prime e engarrafamento da cerveja. Esse processo resulta em uma cerveja bem satisfatória.
Já o outro pensamento defende que seja feita uma maturação fora da garrafa e com bons argumentos.
1 - Aperfeiçoar aromas e sabores.
2 - Eliminar alguns off-flavors como diacetil, DMS e compostos de enxofre.
3 - Nessa etapa pode ser adicionado alguns ingredientes como frutas, chips de madeiras, dry hop entre outros.
4 - Ajuda e muito na clarificação da cerveja decantando o restante do fermento.
Ai chegamos a mais uma divergência. Tem quem defenda a não transferência da cerveja para outro recipiente, assim evitando uma possível contaminação e oxidação, mantendo a maturação no mesmo fermentador.
Tem outros que defendem a troca de recipiente, deixando a lama ou a massa de fermento decantada após fermentação e nesse caso evitando uma possível autólise.
Independente do procedimento a ser usado, é preciso que após a fermentação e antes da maturação seja feita uma parada de diacetil, elevando a temperatura pelo menos uns dois graus por 48 horas para eliminação ou absorção desses compostos.
O ideal para obter os benefícios da maturação é deixar por 20 dias ou no mínimo 10 dias em temperaturas mais baixas.
Para maturar cerveja Lager a temperatura deverá ser de 0 a 5ºC., já para Ales de 5º a 10ºC.
Em fim você pode pular a maturação fora da garrafa e obter uma cerveja boa, mas com certeza absoluta, maturando corretamente você vai obter uma cerveja ótima. Saúde!!!
Há quem defenda que a etapa da maturação não é obrigatório, podemos passar diretamente após a fermentação para o prime e engarrafamento da cerveja. Esse processo resulta em uma cerveja bem satisfatória.
Já o outro pensamento defende que seja feita uma maturação fora da garrafa e com bons argumentos.
1 - Aperfeiçoar aromas e sabores.
2 - Eliminar alguns off-flavors como diacetil, DMS e compostos de enxofre.
3 - Nessa etapa pode ser adicionado alguns ingredientes como frutas, chips de madeiras, dry hop entre outros.
4 - Ajuda e muito na clarificação da cerveja decantando o restante do fermento.
Ai chegamos a mais uma divergência. Tem quem defenda a não transferência da cerveja para outro recipiente, assim evitando uma possível contaminação e oxidação, mantendo a maturação no mesmo fermentador.
Tem outros que defendem a troca de recipiente, deixando a lama ou a massa de fermento decantada após fermentação e nesse caso evitando uma possível autólise.
Independente do procedimento a ser usado, é preciso que após a fermentação e antes da maturação seja feita uma parada de diacetil, elevando a temperatura pelo menos uns dois graus por 48 horas para eliminação ou absorção desses compostos.
O ideal para obter os benefícios da maturação é deixar por 20 dias ou no mínimo 10 dias em temperaturas mais baixas.
Para maturar cerveja Lager a temperatura deverá ser de 0 a 5ºC., já para Ales de 5º a 10ºC.
Em fim você pode pular a maturação fora da garrafa e obter uma cerveja boa, mas com certeza absoluta, maturando corretamente você vai obter uma cerveja ótima. Saúde!!!
quarta-feira, 18 de junho de 2014
A Witbier que virou WitLee!
Eu sempre gostei de artes maciais chinesas ao ponto de praticar Tai chi Chuan por alguns anos e nessa atmosfera passei a ser fã do Bruce Lee. E o que tem haver arte marcial chinesa com cerveja, absolutamente nada, a não ser uma homenagem ao grande Bruce em minha Witbier.
Dai vem o nome WitLee.
Muito antes de começar a montar a receita, criei o rótulo da WitLee, que por sinal ficou bem bacana. Essa cerveja em especial eu procurei dar um toque bem pessoal, inclusive adicionando a receita especiarias encontradas no Brasil.
O maior destaque na receita foi a inclusão do capim limão, fresco, colhido no jardim da casa do meu irmão Kennedy no dia da brassagem. Outra coisa bem legal foi substituir o trigo não maltado que é duro de moer, por farinha de trigo comum e sem fermento.
Assim ficou a minha receita para 20 litros de WitLee:
Maltes.
Pilsen - 3,50 kg.
Acidificado - 200g.
Farinha de trigo - 1,50 kg.
Aveia em flocos - 500g.
Lúpulo.
Hersbrucker - 28g a 60 min.
Especiarias.
Coentro - 11g a 15 min.
Capim limão - 30g a 5 min.
Camomila - 20g final da fervura.
Fermento.
S 33 - 01 pacote de 11g.
Mostura - 90 min. a 65ºC.
Fervura - 60 min.
Diferente da maioria das Witbiers essa foi fermentada com o S33 em vez do W06, uma dica da Revista Cerveja e ficou bem gostosa, levemente ácida.
Da para ver que a cor ficou bem clarinha, espuma farta, consistente, acompanhada de uma renda belga que fica na taça conforme vai bebendo essa delícia. A Wit também ficou bem carbonatada, 8g por litro.
Essa cerveja me deixou bem contente, pois foi avaliada / degustada por varias pessoas e algumas que não conheciam cerveja artesanal, o resultado foi uma aprovação geral. Gostei.
Só tem uma coisa que lamentei, a produção foi apenas de 20 litros iniciais que resultaram em 26 garrafas de 600ml e todas já terminaram. Mas vou repetir essa recita em 60 litros.
Sede a parte, vou abrir uma Amber Ale na falta da WitLee, saúde!!!
Dai vem o nome WitLee.
Muito antes de começar a montar a receita, criei o rótulo da WitLee, que por sinal ficou bem bacana. Essa cerveja em especial eu procurei dar um toque bem pessoal, inclusive adicionando a receita especiarias encontradas no Brasil.
O maior destaque na receita foi a inclusão do capim limão, fresco, colhido no jardim da casa do meu irmão Kennedy no dia da brassagem. Outra coisa bem legal foi substituir o trigo não maltado que é duro de moer, por farinha de trigo comum e sem fermento.
Assim ficou a minha receita para 20 litros de WitLee:
Maltes.
Pilsen - 3,50 kg.
Acidificado - 200g.
Farinha de trigo - 1,50 kg.
Aveia em flocos - 500g.
Lúpulo.
Hersbrucker - 28g a 60 min.
Especiarias.
Coentro - 11g a 15 min.
Capim limão - 30g a 5 min.
Camomila - 20g final da fervura.
Fermento.
S 33 - 01 pacote de 11g.
Mostura - 90 min. a 65ºC.
Fervura - 60 min.
Diferente da maioria das Witbiers essa foi fermentada com o S33 em vez do W06, uma dica da Revista Cerveja e ficou bem gostosa, levemente ácida.
Da para ver que a cor ficou bem clarinha, espuma farta, consistente, acompanhada de uma renda belga que fica na taça conforme vai bebendo essa delícia. A Wit também ficou bem carbonatada, 8g por litro.
Essa cerveja me deixou bem contente, pois foi avaliada / degustada por varias pessoas e algumas que não conheciam cerveja artesanal, o resultado foi uma aprovação geral. Gostei.
Só tem uma coisa que lamentei, a produção foi apenas de 20 litros iniciais que resultaram em 26 garrafas de 600ml e todas já terminaram. Mas vou repetir essa recita em 60 litros.
Sede a parte, vou abrir uma Amber Ale na falta da WitLee, saúde!!!
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